quarta-feira, 14 de junho de 2017

Pesadelo

ogo pela manhã
Meu reflexo no espelho
Me enxerga triste.
Os olhos molhados 
Logo cedo acordados
Encaram a luz do dia.
Ainda de pé,
Ainda erguida,
Mesmo tão ferida,
Caminho com fé
Com meu coração estilhaçado
Mil cacos na mão
Alguns pelo chão 
Me encaro perplexa
Reflexa
Mergulhado em tristeza e dor
Por tão tarde perceber
Que de tão estirado
Teu corpo reflete um espelho quebrado
Pelas mentiras que você me contou

Me olho nos olhos
No reflexo da retina
Mergulho bem fundo
No vazio da Alma
Que de tão vazio transborda
E de lá não consigo sair.

Quanto mais me movo
Mais afundo.
Quando mais afundo 
Mais seu mundo
Menos eu no meu.
Quanto menos me amar,
Eu,
Menos meu lar
Mamemos cantar 
Mais calar.

Mas não quero mais
Esbarrar 
Em você
Com você.
Quero ser
Só eu
Sem você.
Só é somente eu.
Sem

Você.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Ódio-te

Você me preencheu de vazio.
Eu não mereço tanto de nada.
Eu nao quero mais seu amor apodrecido
Suas mentiras constantes
Sua boca com gosto de outras
Seu abraço vazio...
.

O amor nao morreu.
Só se transformou
Em ódio
E como você,

Apodreceu.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Aprendendo a ser tão só

Aprender a sobreviver com os olhos inchados

A cama vazia

O coração estraçalhado 

Os punhos cerrados

Com tudo tão apertado

Os olhos molhados

Os pés cortados

A perna inquieta 

A mente desenfreada

O corpo fraco

Cabeça ao vento

Os ombros pesados

A voz que falha

A garganta que dói

O abraço vazio

Os sonhos roubados

O sorriso passado

Cobertor amarrotado

O colchão espaçado

As horas pequenas

Sem humor e cansado

De tanta tanta dor

Que pode caber no vazio

Que ocupa tanto espaço

Sem medir o estrago

Que se pode fazer

E é cada vez mais difícil 

Cada vez mais amargo

Ser apenas eu

Estar apenas

Eu


domingo, 11 de setembro de 2016

"Tudo aconteceu", corrige-se " tudo socorre te eu"

Linda: o que houve, bebê?

(WhatsApp)

O que não sei dizer

Por que calo minha voz se tenho tanto a dizer?
Por que não sofre o corpo mas a garganta não para de doer?
Por que meu som ao invés de gritar, chora?
Meu canto em volta da vida toda e todo seu esporro, se abafa.

Peço socorro pelos bares, de branco
Peço socorro com sorriso no rosto, vento brando
Peço alma de quem nem tem para si, quem dirá para mim
Cobrando de outros o que não viverei, que não vi em ti

Eu pego as esquinas que não sei andar
Pelos corpos caídos que não quis usar 
Mas que o vazio tão cheio me fez ignorar 
Que não nos enchemos de algo temendo transbordar 

Por isso, teimosa, viro as mesmas esquinas,
Tropeço pelos mesmos corpos que usei,
Me transbordo de ar
Enquanto não aprendo a me amar.

E a garganta sofre
E a garganta dói
E eu acordo chorando
Num pulo, sem voz.
E a garganta grita,
Pede socorro, irrita,
E a garganta cansada 
Finalmente se cala.

E a dor só cresce,
Meu amor desaparece,
Minha voz enlouquece
E foge de mim.

Foge, se esconde, morre de mim.
Morte de mim
Por MEDO.


sábado, 20 de agosto de 2016

Desconstruír



Amar a si é um trabalho. A vida te diz desde pequena como você deve ser e agir e qual o padrão certo a ser seguido. Se olhar no espelho é tarefa difícil. Eu digo, REALMENTE se olhar no espelho. Ou melhor, SE VER no espelho.
É uma desconstrução e uma reconstrução eterna de si mesmo. Até porque, estamos em eterno movimento, em uma mudança sem fim, interna e externamente, de várias maneiras.
Eu me amo. Depois de me odiar muito. Hoje eu olho no espelho e vejo a mim mesma atraves da minha própria visão e não através da visão dos outros.
Mas é óbvio que isso não é assim o tempo todo. Tem dias que eu tenho vontade de quebrar o espelho e nascer de novo pra ver se dessa vez vem direito.
É difícil. É pesado. Mas quando a gente enxerga, é lindo!
E vamos trabalhando.....


#wildthing